Política de Fato

O papel e o reconhecimento aos profissionais de saúde no enfrentamento da COVID-19

Opinião.


23/04/2020 17:50 - Atualizado em 23/04/2020 18:11

O coronavírus forçou a humanidade a rever muitas coisas do cotidiano: comércio reduzido, serviços públicos suspensos, isolamento e distanciamento social. Uma doença que não poupou rico ou pobre, morador das grandes cidades ou de pequenos povoados, comprometeu o luxo das capitais europeias ou modificou a rotina das humildes vilas tribais dos países africanos. Em todas estas realidades há um segmento que está se notabilizando pelo esforço, compromisso, dedicação, sacrífico e trabalho diário favor da vida e contra os efeitos mortais do novo coronavírus: os profissionais multitécnicos da área médico-sanitárias.

Se vivêssemos uma guerra nos modelos tradicionais, e em certa medida é uma luta de preservação da vida da humanidade, certamente os profissionais de saúde são os soldados da linha de frente. Os abnegados são cientista renomado que realizam testes a fim de descobrir a vacina que eliminará este vírus, passando por médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, até os trabalhadores e agentes de limpeza das unidades hospitalares, que higienizam os espaços onde há internamento.

Não querendo advogar em causa própria, mas reconhecendo o trabalho que meus colegas eu eu desenvolvemos nas rua e povoados onde trabalhamos, os agentes de saúde e endemias também são partes importantes neste momento histórico porque passa a civilização mundial.

Embora a população tenha dedicado um reconhecimento formidável pelo trabalho desenvolvido pelos profissionais da saúde há muito o que se feito para melhorar as condições de trabalho a quem doa a vida pelas dos outros. Aplausos, palavras de reconhecimento, tudo isto cria uma onda positiva para estimulá-los neste momento de entrega. Psicologicamente é muito reconfortante, penso eu, para quem está solidão angustiante de uma madrugada de um hospital e saber que existem pessoas rezando, que muitos compreendem sua importância.

Mas e os governantes? Que sacrifício fazem? Como elevar a autoestima dos trabalhadores da saúde e garantir condições de trabalho e subsistência deles e dos familiares? Com todo respeito, e resguardando as raras exceções, as autoridades executivas não ainda “não cortaram na própria carne”, como costumam afirmar.

Dos 27 governadores, nem 10 reduziram seus salários e dos seus auxiliares. Poucos prefeitos fizeram contingenciamento de despesas com cargos em comissão e gratificações. Não se tem notícias de que vereadores, deputados estaduais e o congresso nacional tenha sinalizado para conter despesas. No máximo o que fizeram foi redirecionar recursos, emendas mas que saem dos cofres públicos. Nada que saia do bolso de suas excelências.

Enfim, ainda há tempo de mostrar há possibilidade de unificar solidariedade e vontade de fazer. Aplausos não enchem barriga.

Por Wesley Barros - agente de saúde do município de Nossa Senhora Aparecida