O silêncio sobre o STF que expõe a hipocrisia de Rodrigo Valadares


21/04/2026 10:47


Os últimos dias foram marcados pela tensão entre os Poderes Legislativo e Judiciário, especialmente nas pessoas do senador sergipano Alessandro Vieira (MDB) e dos ministros do STF, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Os últimos dois fizeram ameaças explícitas ao senador após este sugerir o indiciamento dos dois, além de Alexandre de Moraes e do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.

Figuras de centro-direita de todo o país e até figuras de direita, a exemplo do sergipano e pré-candidato ao Senado, André David (Republicanos), manifestaram solidariedade a Alessandro. Eram manifestações esperadas, dado o nível de tensionamento entre bolsonaristas e simpatizantes ou figuras políticas da direita com os membros do Supremo Tribunal Federal.

Mas, em Sergipe, um silêncio chamou muita atenção. E ele veio justamente daquele que já declarou publicamente que se satisfaz ao ser taxado como “revendedor oficial do bolsonarismo em Sergipe”: o deputado federal Rodrigo Valadares (PL).

Rodrigo é um dos mais barulhentos militantes da direita no estado. Suas redes estão lotadas de críticas vazias ao STF. Quase nunca colocando a própria face para a opinião. Mas quase sempre publicando conteúdos de teor crítico ao Supremo.

Enquanto as redes estão lotadas, falta ação na prática. E isso Alessandro mostrou que tem de sobra. Talvez essa seja, justamente, a razão do silêncio de Valadares. Há uma espécie de constrangimento no ar que fica ainda mais acentuada com as ações de Alessandro nos últimos dias.

Ao não se posicionar publicamente em defesa de Alessandro Vieira, Rodrigo parece deixar claras duas coisas: Só está preocupado com o seu próprio status no bolsonarismo – jamais com a ideia coletiva que este representa – e não quer “agir” contra o STF, conforme os seus discursos vazios salientam.

O que parece é que ele quer mesmo é ficar “numa boa” com o Judiciário, mas ainda assim tentar iludir os eleitores mais à direita que o enxergam como um parlamentar “valente”. O problema é que a distância entre o discurso e a prática está cada vez menor e o período eleitoral próximo demais para tentar "fazer de bobo" um eleitorado que está cada vez mais atento aos personagens em disputa.


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