Daniel Rezende traz os bastidores da política em São Miguel do Aleixo


08/02/2024 12:16

A morte do ex-prefeito Everton de Zeinha, às vésperas do pleito municipal de 2020, deixou um grande vácuo na política de São Miguel do Aleixo. À época, o jovem prefeito possuía avaliação positiva recorde na história do município e caminhava a largos passos para uma reeleição tranquila. O sonho foi interrompido pelo acidente que vitimou Everton e entregou de mãos beijadas a vitória eleitoral ao hoje prefeito Gilton Meneses (PSD). Em mais de três anos Gilton conseguiu a proeza de trilhar o caminho inverso de Everton: Se tornou extremamente rejeitado pela população e, principalmente, pela classe política. Hoje a maior parte do agrupamento que acompanhava Everton e que, por tabela, se somou ao seu projeto, range os dentes de ódio do atual prefeito. Além de rejeitado, Gilton pegou fama de traidor pela movimentação que fez para barrar a candidatura de Cleane de Zeinha, irmã do saudoso Everton. Nos bastidores, havia um acerto de que em 2024 Cleane seria a candidata do agrupamento, tendo em vista que Gilton não poderia ir à sucessão, pois em 2020 assumiu por dois meses o cargo de prefeito. Indo de encontro ao combinado, o prefeito tratou de articular a sua sucessão a partir da pré-candidatura de David de Nem e escanteou a irmã de Everton. A partir daí o cenário parecia estar ajustado: David de Nem pela situação e Cleane pela oposição travariam um duelo pela Prefeitura de São Miguel do Aleixo. Faltava combinar com a população e com o próprio agrupamento remanescente. Os índices de rejeição e rompimento foram crescendo e o resultado não poderia ser outro: Desistência da candidatura de David de Nem. Esse, inclusive, pontuou em entrevista ao jornalista Luiz Carlos Focca que recuaria em respeito à família de Cleane. Dias antes o vice-prefeito Edmilson de Preta já havia anunciado a entrega dos cargos indicados na gestão e o rompimento político com o prefeito. A partir dali estava sacramentada a debandada final do agrupamento de situação. Gilton ficaria a ver navios, sem ter um candidato para sucedê-lo. Afinal de contas, ninguém quer entrar numa barca furada, não é mesmo?! Se um fato novo não se concretizar nos próximos meses, veremos Aleixo com uma eleição vencida por W.O ou com uma diferença de percentual histórica.