A conveniência do discurso de machismo de Moana Valadares contra Iran


21/03/2025 17:23

Uma simples discussão ideológica na Câmara de Vereadores de Aracaju se tornou uma verdadeira campanha de ataques ao vereador Iran Barbosa (PSOL) nos últimos dias. Coincidentemente, essa campanha surge como defesa de uma personagem de extrema direita, a Moana Valadares (PL), que já teve a sua residência como alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) pela divulgação de notícias falsas, as “Fake News”. 

Moana é uma antifeminista declarada, movimento que combate o conservadorismo e o fundamentalismo religioso que dita uma submissão feminina à figura do marido dentro de um casamento. Não foram raras as oportunidades em que deixou claro não acreditar na existência do machismo e do patriarcalismo na sociedade. 

Mas, no afã de “lacrar” na Câmara de Vereadores, com um discurso raso e ideológico de nacionalização do debate, “tomou” uma invertida das boas do vereador psolista. Iran escancarou a incoerência de Moana e de outras figuras que pautavam o tema na Câmara, a exemplo do vereador fisiológico Vinícius Porto (PDT) e do recém-chegado Levi Oliveira.

A invertida com classe de Iran rapidamente se tornou uma campanha agressiva contra a imagem do vereador, tentando imputá-lo à condição de machista. Justamente Iran, que ao lado de Elber Batalha (PSB), Camilo (PT) e Sônia Meire (PSOL) faz parte do seleto grupo de parlamentares que pauta a defesa das mulheres nas suas atuações. 

O desserviço da discussão ideológica rasa em uma cidade efervescente de problemas estruturais, com pobreza alarmante, condições de transporte público precárias, saúde carente de reestruturação, ter como centro do debate o elogio de um presidente sobre uma ministra recém-eleita chega a ser cômico, mas justificável quando se trata de parlamentares eleitos com cortes de redes sociais.


Quer receber gratuitamente as principais notícias do Política de Fato no seu WhatsApp? Clique aqui.