Condenado e desgastado, Gilson Andrade tenta emplacar candidatura em Estância
*Errata: Política de Fato afirmou, em publicação anterior, que Gilson Andrade estaria inelegível. A informação está equivocada. A condenação cabe recurso e a sua pré-candidatura tem elegibilidade no momento.

A pré-candidatura de Gilson Andrade a deputado estadual tem convivido com um sonoro ponto de exclamação jurídico que começa a atrapalhar sua viabilidade eleitoral. Gilson foi condenado por improbidade administrativa e teve embargos rejeitados na última semana, em mais um episódio dessa batalha jurídica que poderá torná-lo inelegível até o pleito eleitoral.
A decisão judicial proferida pela 1ª Vara Cível de Estância, em setembro de 2025, e assinada pelo Juiz José Marcelo Barreto Pimenta, levou em conta uma denúncia do Ministério Público (MP-SE) que tratava de um esquema de contratações com base em decretos de emergência considerados artificiais, utilizados para não realizar a licitação para a limpeza urbana.
A defesa do ex-prefeito entrou com embargos de declaração, que foram julgados no último dia 08 de janeiro e foram rejeitados pelo magistrado. A decisão cabe recurso que a defesa tentará emplacar para reverter o quadro que se encaminha para uma inelegibilidade.
Para além disso, Gilson enfrenta um forte adversário: O seu desgaste pela participação na venda do SAAE de Estância. O serviço de abastecimento da cidade era bem avaliado pela população, mas durante o processo de concessão da Deso à empresa Iguá, veio a ser envolvido também na negociação.
Prefeito de Estância na época, Gilson deixou “a boiada passar” e não defendeu a empresa municipal. Diferente do que ocorreu em Capela, em que a prefeita Silvany “bateu o pé” para não incluir o SAAE capelense na negociação.
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