Caixa preta? Internautas questionam silêncio de Candisse às emendas PIX de Rogério

A divulgação do nome do senador Rogério Carvalho (PT) como o parlamentar que mais usou as chamadas emendas PIX para bancar shows, festas e eventos gerou grande repercussão na imprensa e na sociedade. Muitos questionaram se o pomposo volume de recursos, na ordem de R$ 3,9 milhões, poderia ser utilizado para ajudar na construção de creches, escolas, praças ou unidades de saúde.
Porém, um dos comentários realizados numa publicação sobre o caso, na página Política de Fato, chamou bastante atenção: internautas questionaram o silêncio de Candisse Carvalho, jornalista e esposa do parlamentar, diante das acusações. Muito mais que isso. Perguntaram onde estaria a tão temida caixa preta utilizada para denunciar principalmente algumas ações da Prefeitura de Aracaju e da prefeita Emília Corrêa, chamada carinhosamente por Candisse de "Prefa Tik Tok".
"Candisse, e a caixa preta?", disse uma internauta. No mesmo post, surgiu mais uma pergunta: "Cadê a caixa preta do esposo dele?"; “Candisse, isso não é interessante, só é interessante quando é a prefeita Tik Tok", disse mais um internauta.
O escândalo
Em meio às discussões nacionais sobre o uso das chamadas “emendas Pix” — transferências especiais feitas diretamente a estados e municípios — o senador Rogério Carvalho despontou como o parlamentar de Sergipe que mais direcionou recursos por essa modalidade. O dado, por si só, já chamaria atenção. Mas o que agravou o debate foi o destino “relevante” de parte desses valores: festas, shows e eventos.
A reportagem da revista Veja revelou como milhões de reais em emendas parlamentares foram utilizados em 2025 para financiar espetáculos pelo país, reacendendo críticas sobre prioridades orçamentárias e, principalmente, sobre a fragilidade dos mecanismos de fiscalização dessas transferências.
No caso sergipano, o protagonismo de Rogério Carvalho no volume de emendas Pix tem sido tratado como um escândalo, tendo em vista que estas são conhecidas por dispensarem convênios formais e permitirem repasse direto aos cofres municipais, o que, segundo especialistas em contas públicas, reduz etapas de controle e aumenta a dificuldade de rastreamento detalhado dos gastos.
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