Sintese sobe o tom contra Esmeralda e o atraso de salários dos professores em Carmópolis


09/04/2024 18:34

 O presidente do SINTESE, professor Roberto Silva, e a assessoria jurídica do Sintese estiveram novamente no Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ/SE), na última segunda-feira, dia 8, para buscar esclarecimentos acerca da liberação dos recursos da Prefeitura de Carmópolis para a realização do pagamento dos salários dos professores e professoras da rede municipal do último mês de março. O sindicato já deliberou uma paralisação de dois dias incluindo quinta-feira, 11, e sexta-feira, 12.

De acordo com o Setor de Precatórios do TJ/SE, o processo já foi analisado e possivelmente, nos próximos dias o juiz despache para que as contas da prefeitura sejam desbloqueadas e os salários possam ser pagos.

Conforme o Sintese, a prefeita Esmeralda Cruz não cumpriu com o pagamento de precatórios e teve suas contas bloqueadas. Nestas contas estavam indevidamente recursos da educação e com isso professoras e professores não receberam o salário do mês de março até o momento.

A legislação indica que a Prefeitura de Carmópolis deve depositar os recursos da educação em conta a parte, ligada ao CNPJ da Secretaria Municipal de Educação, no entanto o que determina a lei não vem sendo cumprido.

“A situação é fruto da inoperância da gestão municipal de Carmópolis. A prefeitura não transferiu as verbas do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] e da MDE [Manutenção e Desenvolvimento do Ensino] para uma conta ligada ao CNPJ da Secretaria Municipal de Educação, conforme preconiza a Lei. Com o bloqueio das contas da prefeitura as verbas que são destinadas ao pagamento da folha da educação e manutenção das escolas também acabaram sendo bloqueadas, e em consequência disso professoras e professores estão sem salários”, disse Roberto Silva.

O presidente do SINTESE fez questão de dizer ainda que mesmo com o pagamento, o SINTESE seguirá em luta e vai levar a situação ao Tribunal de Contas para solicitar que a fiscalização seja feita, não apenas no município de Carmópolis, mas em todos outros municípios sergipanos.


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