Dinamismo de Priscila dá “cara nova” ao Sebrae e a insere na cena política sem colar em imagens masculinas
Filha do ex-governador Belivaldo Chagas e esposa de Carlos Felizola, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Priscila Dias Silva Felizola está nos holofotes da cena política. E, ao contrário do que o senso comum pode presumir, é quase que essencialmente pela persona de gestora e mulher empoderada que construiu à frente da gestão do Sebrae/SE e não pelo parentesco com essas duas figuras poderosas do estado.
Claro que não é razoável descartar que a influência e a vivência política de ambos não colaborem com o crescimento do potencial política de Priscila, mas a primeira mulher à frente do Sebrae tem muito do que se orgulhar e encontrar respaldo popular e político a partir das ações que tem desenvolvido na instituição.
Foi na gestão dela que o Sebrae conseguiu alcançar uma visibilidade que há muito não se tinha e isso partiu, primordialmente, do processo de aproximação com os microempreendedores. Por mais que esse seja o objetivo principal do órgão, por incrível que pareça, não era uma atividade exercida no seu dia a dia. Era notório o afastamento das raízes e uma certa “elitização”.
Foi fazendo parcerias com bancos e ativando linhas de crédito sem necessidade de garantias e efetivando o projeto “Sebrae no seu bairro” que a coisa “voltou aos trilhos”. Com esse último, foi possível reconectar o empreendedor mais distante do seio econômico com o Sebrae. Os técnicos passaram a ir às localidades e mobilizaram a participação de proprietários de salões de beleza, mercearias, pequenas farmácias, entre outros.
Esse processo de reconexão passou também pelas parcerias exitosas com as prefeituras. Ter ganhado a confiança dos gestores e das gestoras em todo o estado foi um passo importante para que, na gestão Priscila, o Sebrae tenha alcançado o número expressivo de mais de 100 mil assistidos.
E é por todos esses atributos que não dá para colocar a gestora na vala comum da mulher que vive na sombra do pai e do marido. Priscila tem ganhos políticos próprios e pode se candidatar à vaga proporcional que escolher, pois independente da escolha, é uma figura a se considerar seriamente com potencial de vitória.
Por Redação Política de Fato
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