Plano Diretor de Glória marca avanço e projeta desenvolvimento da cidade até 2026
O município de Nossa Senhora da Glória, conhecido como a “capital do leite” do Alto Sertão sergipano, iniciou a construção do seu Plano Diretor em 4 de junho de 2025, documento que define diretrizes para o desenvolvimento urbano, econômico, ambiental e social da cidade nos próximos anos, sob supervisão da Prefeitura Municipal. O prazo de execução do plano é de 10 meses, com previsão de término em abril de 2026.
De acordo com Vera Ferreira, arquiteta e urbanista da AX, responsável pelo estudo, o trabalho encontra-se na etapa inicial de leitura da realidade municipal, que envolve pesquisas bibliográficas, levantamentos de campo e diálogo com diversos setores. “Ouvimos pessoas-chave da equipe da Prefeitura, órgãos e instituições públicas, representantes da academia, segmentos de cultura e saberes populares, e, principalmente, a população em geral, que é a grande protagonista para a qual este plano está sendo feito”, afirmou.
Entre os critérios utilizados para definir as diretrizes do Plano estão sustentabilidade, saúde, bem-estar e participação popular. “A população será ouvida ao longo de todo o processo. Além do site que recebe contribuições on-line, haverá três rodadas de audiências e reuniões públicas”, explicou Vera. Até o momento, já foram realizados um workshop de planejamento e integração com a equipe da Prefeitura e uma reunião setorial com representantes de diversos segmentos. A primeira rodada de audiências públicas está marcada para os dias 2 e 3 de setembro.
O Plano Diretor abordará questões estruturais da cidade, incluindo mobilidade urbana, transporte, habitação, expansão urbana e regularização fundiária. Segundo Vera, o documento analisa déficits e demandas indicadas pela população e propõe ferramentas para atender essas necessidades.
A preservação ambiental e o uso sustentável do solo também são prioridades. “Este é um tópico muito importante para um município com extensa área rural, diversos corpos d’água e pequenas serras que marcam seu território. A própria história da cidade, cujo nome anterior era Boca da Mata, remete a essa referência ambiental”, destacou.
No campo econômico, o Plano Diretor pretende identificar potencialidades locais para fomentar o desenvolvimento do comércio, agricultura, ecoturismo e turismo rural. Entre os desafios apontados pela Prefeitura está equilibrar as demandas do Plano com os recursos financeiros e humanos disponíveis. Para isso, serão sugeridas ferramentas específicas, incluindo legislações e procedimentos de fiscalização.
O objetivo do documento é preparar a cidade para os próximos 10 ou 20 anos, por meio do monitoramento contínuo e da aplicação de projetos de desenvolvimento sustentável. “O Plano Diretor de Nossa Senhora da Glória está sendo feito para que as pessoas vivenciem o município com mais prosperidade, saúde e bem-estar”, concluiu Vera Ferreira.
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